Galaxy Z TriFold: o celular de três telas da Samsung

A Samsung enfim tirou do papel o seu primeiro smartphone tri-dobrável, o Galaxy Z TriFold. Em vez de uma única dobra como na linha Fold, aqui temos três partes de tela que se fecham em forma de zigue-zague, formando um aparelho relativamente compacto no bolso e uma tela grande quando aberto.

A proposta é clara: transformar o celular em um mini tablet de 10 polegadas, voltado para produtividade, multitarefa pesada, consumo de mídia e até uso com teclado e mouse, aproveitando o ecossistema Galaxy.

Design e telas: como funciona o “três em um”

Aberto, o Galaxy Z TriFold oferece uma tela Dynamic LTPO AMOLED 2X de 10″, com proporção próxima de 4:3, resolução de 1584 x 2160 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. A Samsung fala em brilho alto com suporte a HDR, mirando uso confortável tanto em escritório quanto em mobilidade.

Fechado, ele assume formato de barra mais espessa, com uma das partes funcionando como tela principal para uso rápido, chamadas, mensagens, redes sociais, sem necessidade de abrir as três seções o tempo todo.

A engenharia de dobradiças é um dos pontos mais delicados. A Samsung reutiliza a experiência da linha Z Fold, mas agora precisa lidar com dois pontos de dobra, o que exige:

  • camadas extras de proteção na tela flexível;
  • sistema de dobradiça reforçado;
  • controle de vinco para não atrapalhar leitura e escrita.

Ainda é cedo para dizer como isso vai envelhecer no dia a dia, mas é um dos aspectos que mais vamos observar nos primeiros reviews independentes.

Ficha técnica em nível de topo de linha

Por dentro, o Galaxy Z TriFold vem equipado com hardware digno de flagship 2025/2026:

  • Processador: Snapdragon 8 Elite (3 nm), da Qualcomm
  • Memória RAM: 16 GB
  • Armazenamento: 512 GB
  • Bateria: 5600 mAh, com carregamento rápido de 45 W via cabo, 15 W sem fio e recarga reversa de 4,5 W
  • Peso: cerca de 309 g
  • Sistema: Android 16 com One UI 8 e promessa de até 7 grandes atualizações de Android.

Na prática, é um pacote pensado para aguentar múltiplas janelas abertas, streaming em alta resolução, jogos pesados e uso intenso de caneta e multitarefa, todos os cenários que justificam uma tela tri-dobrável.

Câmeras, caneta e produtividade

Os detalhes finos de câmera ainda variam conforme o mercado, mas a linha Galaxy Z costuma repetir a estratégia da Samsung:

  • conjunto traseiro triplo, com sensor principal de alta resolução;
  • ultrawide para fotos em ambientes fechados;
  • teleobjetiva com zoom óptico para retratos e cenas distantes.

Apesar de não ser vendido como “celular de câmera”, o TriFold precisa se manter competitivo contra os tops de linha tradicionais. A grande vantagem aqui é a tela ampla para pré-visualizar fotos, editar imagens e revisar vídeos diretamente no aparelho.

Outro ponto chave é o suporte à S Pen, que transforma o Z TriFold em uma espécie de “Galaxy Note dobrável gigante”. Tomar notas em reuniões, desenhar layouts, revisar PDFs e apresentações são alguns dos usos que mais se beneficiam da tela de 10″.

Experiência de uso: onde o tri-dobrável faz sentido

O diferencial do Galaxy Z TriFold não é só abrir “mais um pedaço” de tela; é como o software tira proveito disso:

  • Três apps lado a lado: e-mail, navegador e editor de texto simultaneamente.
  • Janela flutuante: assistir a uma videochamada enquanto anota pontos em outra metade da tela.
  • Modo tablet: quando usado na mesa com teclado e mouse Bluetooth, vira um mini-notebook Android.
  • Modo tente ou “notebook invertido”: apoiar o aparelho parcialmente dobrado para assistir filmes ou séries sem suporte extra.

Para quem trabalha com planilhas, dashboards, Figma, ferramentas de edição ou gerência redes sociais, o ganho de área útil é bem maior do que num dobrável tradicional.

Concorrentes e contexto de mercado

O Galaxy Z TriFold chega em um momento em que dobráveis já deixaram de ser curiosidade e começam a disputar vendas de topo de linha com modelos tradicionais. A Samsung, porém, é uma das primeiras grandes marcas a lançar um tri-dobrável em escala global, disputando espaço com soluções de fabricantes chinesas que ainda ficam restritas a poucos mercados.

A grande pergunta é: quantas pessoas realmente precisam de três telas?
Para o usuário comum, um Galaxy S ou um dobrável estilo Flip continua fazendo mais sentido em preço, peso e simplicidade. Já para perfis que vivem de multitarefa, criadores de conteúdo, profissionais de finanças, designers, gerentes de produto, advogados, a ideia de carregar um “tablet dobrável que cabe no bolso” pode ser bem atraente.

Preço, lançamento e disponibilidade

Segundo as informações iniciais, o Galaxy Z TriFold foi anunciado em 1º de dezembro de 2025, com início das vendas previsto para 12 de dezembro em mercados selecionados.

O preço oficial global ainda varia por região e impostos, mas tudo indica que ele ficará acima dos dobráveis atuais da linha Fold, reforçando a ideia de produto ultra-premium e de nicho.

Para o Brasil, não há detalhes confirmados no momento da publicação: é possível que ele chegue só em 2026, e talvez em quantidades limitadas, como a Samsung costuma fazer em lançamentos mais experimentais.

Desafios: durabilidade, peso e custo

Mesmo com a ficha técnica impressionante, o Z TriFold enfrenta alguns desafios claros:

  • Durabilidade: duas dobras significam mais partes móveis e maior risco de desgaste no longo prazo.
  • Peso e espessura: com mais camadas de tela e bateria grande, os 309 g podem incomodar quem gosta de aparelho leve.
  • Preço: o tri-dobrável deve custar mais caro do que muitos notebooks de entrada, o que coloca a compra muito mais como investimento profissional do que como celular “para todo mundo”.

Além disso, há a questão de apps otimizados: mesmo com Android 16 avançando bastante em suporte a telas grandes, muitos aplicativos ainda tratam tudo como se fosse um “celular esticado”. A Samsung terá que trabalhar com desenvolvedores para entregar experiências realmente diferenciadas.

Vale ficar de olho no Galaxy Z TriFold?

Do ponto de vista de tendência e inovação, o Galaxy Z TriFold é um passo importante:

  • mostra que a Samsung continua apostando pesado em formatos além do retângulo clássico;
  • empurra o mercado de telas dobráveis para uma nova fase, em que o objetivo é substituir tablet e notebook em várias tarefas;
  • serve como vitrine de tudo o que a marca consegue fazer em engenharia, software e integração com o ecossistema Galaxy.

se você é entusiasta de tecnologia, trabalha com multitarefa pesada e está disposto a pagar caro para experimentar o futuro dos smartphones, o Galaxy Z TriFold merece sua atenção.

Se a Samsung conseguir entregar boa durabilidade, software bem polido e preço “menos absurdo” do que se espera de um tri-dobrável, esse pode ser o aparelho que define a próxima etapa dos celulares dobráveis nos próximos anos.

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