Intel Core Ultra 200 Plus: rumor de mais E-cores e DDR5

Um novo vazamento coloca a suposta linha Intel Core Ultra 200 Plus no centro das conversas de hardware. Documentos obtidos por sites especializados apontam três modelos de desktop, Core Ultra 9 290K Plus, Core Ultra 7 270K Plus e Core Ultra 5 250K Plus como um “Arrow Lake Refresh” com mais núcleos eficientes, pequenos aumentos de clock e suporte oficial a memória DDR5-7200.

É importante deixar claro desde o início: a Intel não anunciou esses processadores. Tudo que se sabe hoje vem de materiais internos vazados e testes preliminares em benchmarks como o Geekbench. Apesar disso, as fontes envolvidas, como VideoCardz, Tom’s Hardware e WCCFtech, têm bom histórico em vazamentos de CPU, o que torna o rumor forte o suficiente para analisarmos o impacto para quem planeja montar ou atualizar um PC

Do ponto de vista do mercado, a leitura inicial é de que a Intel estaria preparando um refresh tático: não é uma nova geração, mas um ajuste na plataforma Arrow Lake-S para reagir à pressão dos Ryzen atuais, tentando extrair um pouco mais de fôlego do soquete LGA1851 antes da chegada dos chips Nova Lake.

O que muda nas CPUs “Plus”, segundo os vazamentos

Pelos dados vazados, a família Core Ultra 200 Plus manteria a mesma base de arquitetura Arrow Lake, mas mudaria a combinação de núcleos e clocks em três pontos principais:

  • O Core Ultra 9 290K Plus seguiria com 8 núcleos de performance (P-cores) e 16 de eficiência (E-cores), como o 285K atual, porém com cerca de +100 MHz nas frequências turbo, chegando a algo em torno de 5,8 GHz com Thermal Velocity Boost.
  • O Core Ultra 7 270K Plus ganharia 4 E-cores extras, passando de 8P+12E para 8P+16E, e mantendo clocks turbo altos, na casa de 5,4–5,5 GHz, segundo testes preliminares de Geekbench.
  • O Core Ultra 5 250K Plus também subiria de 6P+8E para 6P+12E, com leve aumento de clock turbo nos P-cores.

Em linguagem simples, os modelos intermediário e de entrada ganhariam mais núcleos eficientes, enquanto o topo de linha receberia apenas um ajuste de frequência. P-cores (performance cores) são os núcleos focados em desempenho bruto, ideais para jogos e tarefas pesadas em poucos threads; E-cores (efficiency cores) são menores, consomem menos energia e ajudam em multitarefa, streaming, tarefas em segundo plano e workloads muito paralelos.

Outro ponto importante do vazamento é a memória: todos os três modelos passariam a oferecer suporte oficial a DDR5-7200, contra DDR5-6400 dos atuais Core Ultra 200. Na prática, isso abre espaço para kits de RAM mais rápidos trabalharem dentro da especificação, o que pode render alguns pontos a mais em produtividade e jogos CPU-bound, desde que a placa-mãe acompanhe.

Esses ajustes, se confirmados, sugerem ganhos modestos em single-core e um pouco mais interessantes em multi-core, especialmente no 270K Plus e no 250K Plus, graças aos E-cores adicionais.

Onde os “Plus” entram no roadmap da Intel

Para entender o lugar dos Core Ultra 200 Plus, vale lembrar rapidamente o que é essa família de desktop já lançada oficialmente: chips Arrow Lake-S em soquete LGA1851, com foco em eficiência, IA via NPU integrada e suporte exclusivo a DDR5.

Esses processadores chegaram ao mercado com recepção morna, competindo com Ryzen que ainda usam DDR4 em algumas plataformas e com os próprios Raptor Lake de gerações anteriores, muitas vezes mais baratos. O refresh “Plus” apareceria justamente como um último suspiro da plataforma LGA1851, oferecendo um pouco mais de desempenho sem exigir uma arquitetura totalmente nova, enquanto a Intel finaliza a transição para Nova Lake em um futuro soquete LGA1954 (ainda não oficializado em detalhes).

Em outras palavras: se os rumores estiverem corretos, não espere uma revolução. Estamos falando de um ajuste fino para alinhar a linha com o que a AMD entrega hoje em núcleos e clocks, mantendo o marketing em torno de IA e eficiência.

Ajuste bem-vindo, mas ainda no campo do “se”

O vazamento dos Intel Core Ultra 200 Plus indica um movimento bem previsível da Intel: reforçar a linha Arrow Lake-S com mais E-cores nos modelos intermediários, subir um pouco os clocks e destravar DDR5-7200 para tentar equilibrar a disputa com a AMD. Nada disso, porém, configura uma grande virada de mesa.

O que realmente vai definir se esses chips valem a pena não é o sufixo “Plus”, e sim o combo de placa-mãe + memória + CPU em reais, comparado a alternativas Ryzen e até aos próprios Core Ultra atuais.

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